Avanços na pesquisa florestal

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Avanço na pesquisa florestal: Viveiro da CENIBRA garante qualidade dos clones

Inovação é uma das palavras-chaves na CENIBRA. Tanto o processo florestal como o industrial recebem melhorias e inovações tecnológicas com frequência, o que coloca a Empresa sempre na vanguarda do setor de celulose. 

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Um dos grandes diferenciais da CENIBRA, no processo florestal, está na qualidade dos clones de eucalipto utilizados. Diferentemente de outras empresas, a grande maioria de clones plantados pela CENIBRA foi gerada na própria empresa, em seu Programa de Melhoramento Genético.

Geração de clones 

Uma das características do processo de geração de clones é o elevado tempo gasto para sua seleção. O processo completo, desde a polinização até a seleção final do clone para plantio comercial, demora aproximadamente 18 anos. 

Atualmente, todo o plantio comercial de eucalipto da CENIBRA é formado por clones gerados do cruzamento de duas espécies (Eucalyptus grandis e E. urophylla). “As árvores utilizadas como pais desses clones estão em um pomar de hibridação (PH), onde elas florescem anualmente, para que sejam realizados novos cruzamentos controlados, gerando novos clones que serão plantados no futuro. O cruzamento controlado nada mais é do que a realização de uma polinização artificial, onde se tem o controle de quem é o pai (pólen utilizado) e qual é a mãe (botão floral que receberá o pólen)”, segundo a especialista da Coordenação de Pesquisa e Desenvolvimento (DEPLA-D), Elizabete Keiko.

Florescimento 

Uma fase crítica da etapa do cruzamento controlado é a indução de florescimento das árvores para fazer a polinização. Normalmente, o eucalipto floresce com três anos; em alguns casos, dois anos. Em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV), a CENIBRA utilizou uma metodologia aplicada em frutíferas, para promover um florescimento mais rápido em eucaliptos. 

“É o top grafting (enxertia de topo). As árvores do pomar de hibridação, algumas com até 20 anos, recebem ramos de eucalipto, os enxertos. As árvores mais velhas são os porta-enxertos, que fornecem água e nutrientes para o enxerto. Graças a este método, alguns enxertos floresceram ultra precocemente, em três meses”, revelou Elizabete. 

O florescimento ultrarrápido foi observado ao serem enxertados ramos de eucaliptos de três anos, e também mudas de 90 e 180 dias. “Este florescimento em mudas de 90 e 180 dias de eucalipto é inédito, ainda mais, em tempo ultra precoce de três meses. Estamos falando na possibilidade de reduzir o tempo de florescimento consideravelmente, em mais de 50%, possibilitando acelerar os cruzamentos controlados e gerar os híbridos de forma mais rápida na Empresa”, finalizou Elizabete. A metodologia foi submetida ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), para pedido de patente. 

 

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