Estresse tóxico: Pediatra fala sobre a doença e o aumento dos casos na pandemia

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Ver acabar a rotina de ir para a escola, para a aula de inglês, esporte, ir ao parque no fim de semana e até mesmo a casa de um amigo ou dos avós nos fins de semana. Essa é a realidade de várias crianças e adolescentes desde o mês de março, quando a pandemia deu lugar ao isolamento social. Porém, essas mudanças têm gerado conseqüências emocionais, também conhecido como Estresse Tóxico.

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“O Estresse tóxico da infância e adolescência ocorre quando eles são submetidos a um stress de alta intensidade ou duração elevada. Com a pandemia e o distanciamento, as crianças e adolescentes estão submetidas a uma nova dinâmica familiar, escolar e das relações interpessoais, o que em muitos casos tem gerado stress a nível do stress tóxico”, esclareceu a médica cooperada e pediatra da Unimed Vale do Aço, Dra. Naiara Ferreira.

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o estresse infantil pode ser dividido em três tipos: positivo, tolerável e tóxico. A classificação é feita conforme as reações às situações estressoras. Pelas conseqüências que o estresse pode causar às crianças, os adultos precisam ficar atentos aos sintomas físicos e psicológicos que elas apresentam e não confundi-los com má criação ou apenas birra.

“Os pais e cuidadores devem estar atentos aos sinais, como: mudança de comportamento, irritabilidade e choro sem motivo aparente, afastamento do núcleo familiar, piora da qualidade do sono, uso do alimento sem a função nutritiva e sim para conter uma ansiedade ou inquietude. Esses são sinais de alarde e devem levar a busca de ajuda profissional”, explicou a pediatra.

A família é a principal ferramenta para evitar que a criança não seja afetada pelo estresse ou que o trate. Criar estratégias, de forma que a criança se reorganize e não seja afetada pelas mudanças são algumas alternativas.

“A principal forma de evitarmos o stress tóxico é o suporte emocional da família. Criar uma rotina que envolva um momento de estudo, de reunião familiar, de lazer, principalmente longe da tecnologia, em um local ao ar livre, são algumas ferramentas de combate a essa condição e que só tem a trazer benefícios as crianças e adolescentes”, afirmou a Dra. Naiara Ferreira.

A médica ainda reforçou a importância dos pais e cuidadores ficarem atentos aos sinais apresentados pelos filhos e procurarem ajuda diante de mudanças comportamentais. “É importante que a família, ao perceber os sinais, procure um profissional para avaliar seu filho. Não permita que a criança e adolescente permaneça em uma situação de perigo e que possa gerar doenças neuropsiquiátricas e orgânicas a médio e longo prazo”, concluiu a médica cooperada.

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