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Ipatinga promove capacitação em Leishmaniose Visceral para região

Palestrante Walace Marins responde dúvidas dos participantes (Copy)

Palestrante Walace Marins responde dúvidas dos participantes

Aumento do número de casos e letalidade da doença alertam profissionais para a importância do diagnóstico precoce

Cerca de 150 médicos e enfermeiros da rede pública de Saúde de Ipatinga e outros 15 municípios da região do Vale do Aço participaram, entre os dias 10 e 12 deste mês, de uma capacitação em Leshmaniose Visceral promovida pela Prefeitura. Diante do aumento do número de casos e da letalidade causada pela doença, o objetivo do evento foi orientar os profissionais da área sobre a importância do diagnóstico precoce. Em 2016, Ipatinga teve 17 de casos da doença confirmados e, destes, cinco resultaram em óbitos.

Na próxima semana, nos dias 17 e 18, será a vez dos Agentes de Combate a Endemias e Agentes Comunitários de Saúde participarem de nova capacitação sobre o tema, também no Hospital Municipal Eliane Martins. A programação será cumprida de 13h às 17h.

Médica Walquiria (de branco) com a enfermeira Edna Gomes, de Jaguaraçu (Copy)

Médica Walquiria (de branco) com a enfermeira Edna Gomes, de Jaguaraçu 

A médica da rede pública de Saúde do município de Jaguaraçu, Walquíria Catenacci, foi um dos muitos profissionais que compareceram ao treinamento nesta sexta-feira (12). Segundo ela, desde agosto de 2017 não participava de uma atualização sobre o tema.

“É muito importante a troca do saber. Na experiência de hoje eu levo uma melhoria para a minha conduta clínica. Ao atender meu paciente com diagnóstico de Leishmaniose Visceral vou realizar um tratamento conhecido como intralesional, que diminui os efeitos colaterais quando a medicação é aplicada diretamente na veia”, comemorou.

O curso foi ministrado pela médica infectologista Carmelinda Lobato, que palestrou sobre os aspectos clínicos da doença, os fluxos de atendimento e tratamento a pacientes na rede de Saúde de Ipatinga. A referência técnica em Leshmaniose Visceral, Eveline Maciel, discorreu sobre os dados epidemiológicos do município e a série histórica de casos desde 2011. Já o biólogo Walace Marins, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), explicou sobre manejo ambiental: reprodução do vetor, cuidados com cães e limpeza de locais.

Participantes observam mosquito palha (Copy)

Participantes observam mosquito palha 

Cuidado canino

Quando doentes, os cães podem ter sintomas ou não. Nos casos sintomáticos, podem ser percebidas no animal apatia e queda de pelos (que pode iniciar ao redor dos olhos e nas orelhas), emagrecimento, crescimento exagerado de unhas, conjuntivite e lesões na pele.

Todo cão deve ser submetido periodicamente a exame laboratorial. Em Ipatinga, o teste pode ser feito gratuitamente no CCZ, situado na av. Simon Bolívar, 789 – Cidade Nobre, das 7h às 16h. Em caso de confirmação laboratorial da Leishmaniose Visceral no cão, a eutanásia é a conduta recomendada pelo Ministério da Saúde.

Sobre a doença

A Leishmaniose Visceral é uma doença grave que acomete pessoas e alguns animais. A doença pode ocorrer em ambientes rurais, periurbanos e urbanos. Ela é causada pela picada de um inseto muito pequeno, de 1 a 3 milímetros de comprimento, popularmente conhecido como mosquito-palha, contaminado com o parasita Leishmania. Este mosquito pica o homem e alguns animais, sendo o cão o principal reservatório da doença em áreas urbanas.

Ambientes de matérias orgânicas como lixo, folhagem úmida, restos de comida ou jardins, assim como lugares escuros, são os mais comuns em se encontrar o mosquito.

Os principais sintomas da doença no homem são febre, perda de apetite, emagrecimento, fraqueza, palidez, tosse seca, podendo haver ainda aumento da barriga, crescimento do baço e fígado. Em caso de serem apresentados alguns dos sintomas, a recomendação é que se procure imediatamente a Unidade de Saúde mais próxima.

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Silmara de Freitas

Sobre a colunista: Silmara de Freitas

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