Ipatinga recebe apelo do Estado para atender pacientes transferidos de Coronel Fabriciano

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A TAXA de ocupação de leitos de UTI em Ipatinga vem caindo sucessivamente e já baixou de 100% para 76%

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Com taxas de ocupação de UTI em declínio, município torce por solução rápida para interdição no Hospital José Maria Morais, mas ressalta que já recebe doentes da cidade vizinha antes mesmo de comunicado oficial 

O governo municipal de Ipatinga recebeu, nesta quarta-feira (5), uma comunicação oficial da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG), com solicitação para disponibilização de vagas emergenciais para transferência de pacientes de Coronel Fabriciano – estejam ou não com Covid-19 –, “devido à interdição cautelar nos leitos de UTI realizada pela Vigilância Sanitária de Minas Gerais no Hospital José Maria Morais”, localizado na cidade vizinha.

Preocupação e solidariedade

Embora preocupado com a situação, que tende a sobrecarregar o sistema de saúde municipal num momento em que ele apresentava nítidos sinais de alívio, o prefeito de Ipatinga, Nardyello Rocha, disse que o poder público local será solidário a Coronel Fabriciano, fazendo votos de que a questão seja solucionada o mais rápido possível: “Nós temos acompanhado nos últimos dias este imbróglio que virou essa discussão referente à interdição ou não das UTIs Covid e não Covid do Hospital de Coronel Fabriciano. Estávamos e continuamos torcendo muito para que tudo isso seja solucionado, pois o reflexo pode ser muito grande dentro do nosso Vale do Aço. Por alguns dos posicionamentos das autoridades da cidade vizinha, entendíamos inclusive que isso já havia sido resolvido, mas hoje fomos surpreendidos com esse documento oficial da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. Ficamos assustados porque nós estamos falando de uma cidade como Ipatinga que já atende quase meio milhão de habitantes, pertencentes à nossa micro, e temos uma micro na nossa cidade vizinha que atende mais de 200 mil pessoas. Então, nós passaríamos, a partir de agora, a ter todos dentro de uma só micro, a nossa”.

O Executivo ipatinguense lembrou que o município conseguiu, depois de várias semanas trabalhando a 100% de leitos de UTI ocupados, baixar este índice para 90%, depois 80%, “e hoje nós estamos em 76%, ou seja, estamos em franco esvaziamento no que se refere a número de leitos de UTI ocupados. E quando a gente começa a ter esse resultado positivo, que pode refletir em decisões mais flexibilizadoras a serem tomadas aqui, nos deparamos com um quadro destes. É óbvio que a tendência é saturar não apenas os leitos de Ipatinga, mas também de outras cidades que têm hospitais para os quais os pacientes de Coronel Fabriciano possam ser transferidos, como Caratinga”. 

De qualquer modo, o prefeito concluiu: “O que tenho a dizer neste momento é que estamos solidários à comunidade de Coronel Fabriciano e a todos que lá estão trabalhando para resolver esta situação. Ipatinga não vai abdicar de sua posição de cidade-polo no Vale do Aço, e vamos trabalhar de todas as formas para acolher os pacientes que nos forem encaminhados, enquanto este dilema não for resolvido. É bom que se registre que muitos deles, assim como das demais cidades do Vale do Aço, já têm sido atendidos em nossa cidade”.

“Na terça-feira (4) – recordou Nardyello –, tivemos uma surpresa, porque recebemos comunicado do Susfácil para receber um paciente inclusive não Covid, de Coronel Fabriciano. De início ficamos sem entender muito bem, e foi quando tivemos conhecimento mais claro desta situação na cidade vizinha. Naquele momento, ainda não tínhamos um documento oficial, mas mesmo assim autorizamos o recebimento, claro, porque temos este cuidado com a vida humana. Não vamos medir esforços para colaborar porque, como sempre entendemos, o Vale do aço é um só”.

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