Moradores em situação de rua recebem máscaras de prevenção contra covid-19

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Com a obrigatoriedade do uso de máscaras em Ipatinga, definido em decreto municipal, muitos podem perguntar: como ficam os moradores em situação de rua? Nesta quinta-feira (7), funcionários da Secretaria de Assistência Social realizaram a distribuição de proteções faciais para as pessoas que vivem nestas condições, em diversos pontos da cidade. Cada um dos abordados recebeu duas unidades do equipamento de prevenção contra o coronavírus. Cerca de 5.000 máscaras foram doadas ao município para esta finalidade. 

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“Caso essas pessoas que vivem nas ruas necessitem de mais máscaras, elas podem se dirigir ao Centro POP e à Casa de Acolhimento Parusia, que ficam no Centro da cidade”, informou Cláudia Castro, secretária-Adjunta. 

Atualmente, o município possui cerca de 190 moradores em situação de rua. O trabalho das equipes de abordagens a essas pessoas, que é realizado diariamente, foi intensificado desde o início da pandemia da Covid-19. 

Cláudia Castro avalia que com as abordagens educativas da Secretaria sobre higienização é possível perceber a mudança de comportamento dos moradores em situação de rua. “Isso é observado principalmente nos locais onde eles ficam. Estão tendo mais cuidado com seus pertences, procurando manter limpos os pontos onde pernoitam”, relatou. 

Outros serviços

Além das máscaras, os moradores em situação de rua possuem acesso ao Centro POP, onde foi instalada uma pia com água e sabão logo na entrada. No mesmo espaço, as pessoas ainda podem lavar as roupas e tomar banho. Outro equipamento público à disposição é a Casa de Acolhimento Parusia, onde são ofertados leitos para pernoite, banho, café da manhã, almoço e jantar. 

“O Parusia tem servido uma média de 70 refeições por dia, sendo que a capacidade da unidade é para até 100. Já o Centro POP também tem sido utilizado tanto para a higiene pessoal quanto para que estas pessoas possam ligar para os seus familiares, além de atendimento com psicólogo e assistente social. Mas os leitos no Parusia, que somam 50, ainda continuam com uma ocupação de apenas 50%”, salienta o prefeito Nardyello Rocha, acrescentando que apesar das dificuldades diante da pandemia a administração pública tem conseguido monitorar diariamente os moradores em situação de rua, inclusive com o consultório na rua. 

“O ideal seria que eles estivessem em endereços domésticos ou se valessem regularmente das unidades de apoio oferecidas pelo poder público, mas por inúmeras razões muitos resistem a retomar os vínculos familiares ou se valerem dos equipamentos em sua plenitude. Por questões legais, embora as circunstâncias não pareçam ideais, o direito de ir e vir precisa ser respeitado. Nós não temos como colocá-los nem mesmo no abrigo de uma instituição de forma coercitiva. Mesmo assim, a gente observa que neste momento de pandemia temos conseguido atingir nosso objetivo em encontrar maior adesão aos serviços e manter os vínculos com os profissionais”, comentou ainda o Executivo.

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