MPF e autoridades regionais buscam formas de apressar obras paliativas no aeroporto regional

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Empresas são provocadas para levantamento de recursos que possam custear serviços emergenciais

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Em mais uma etapa de discussões sobre a urgente necessidade de reforma na pista do Aeroporto Regional do Vale do Aço, o prefeito Nardyello Rocha participou, na tarde da última quarta-feira (20), de uma reunião convocada pelo Ministério Público Federal (MPF) em Ipatinga, que aconteceu na sede da instituição, no bairro Cidade Nobre.

O encontro foi conduzido pelo Procurador da República Marcelo Freire Lage e, além do Executivo ipatinguense, participaram representantes da Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas de Minas Gerais (Setop-MG), membros da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), através de videoconferência, técnicos da companhia área Azul e da Socicam, que atualmente realiza a administração do aeroporto, além do presidente da FIEMG Regional Vale do Aço, Flaviano Gaggiato, e do diretor da Usina de Ipatinga, Roberto Maia.

Durante a reunião, foram apresentados vários relatórios técnicos, elaborados desde 2016, que apontavam os riscos para pousos e decolagens, devido ao desgaste da pista. Diante dos fatos, os representantes do Estado foram cobrados incisivamente pelo MP quanto a soluções mais urgentes para a retomada dos voos com a efetiva segurança aos passageiros.

O Ministério Público Federal aguarda da Setop, até a próxima quinta-feira (28), respostas técnicas para as análises realizadas na pista do aeroporto e dados de investimentos que serão realizados. Nesta terça-feira (19), a ANAC realizou emergencialmente uma nova inspeção na pista de pouso e decolagem.

O prefeito Nardyello Rocha avalia que o encontro gerou importantes encaminhamentos para que o governo do Estado priorize e dê mais celeridade ao processo de reparo da pista do aeroporto.

“Nós esperamos inicialmente a obra paliativa, que deve custar ao Estado recursos na ordem de R$ 300 mil. Sabemos que isto ainda não resolverá o problema, mas assegura por certo período uma resposta à alta demanda de voos existentes na região. Posteriormente a esta ação, esperamos ainda que o governo assuma a reforma definitiva, no valor estimado de R$ 12 milhões”, pontuou o prefeito de Ipatinga. Semanalmente, cerca de 4.000 pessoas embarcam e desembarcam no aeroporto regional, e os prejuízos econômicos são incalculáveis.

 

Questionados pelo Procurador Marcelo Freire sobre as contribuições que as indústrias locais poderiam dar no sentido de apressar as reformas paliativas na pista do terminal aeroviário, Roberto Maia, diretor da Usina de Ipatinga, e Flaviano Gaggiato, presidente da FIEMG, consideraram a possibilidade de promover uma mobilização para levantamento de recursos.

 

“Nós esperamos que, caso seja aceita a contrapartida da iniciativa privada, o governo do Estado permita que essas empresas sejam isentas dos seus impostos, na proporção dos recursos investidos”, comentou Gaggiato.  

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