Personagens de fantoches dão lições divertidas de proteção contra o coronavírus  

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BOM JESUS DO GALHO – Em vídeo, desde a manhã do dia (6), os fantoches Lili e Gerê orientam os internautas sobre as principais formas de proteção ao coronavírus nas redes sociais da prefeitura da cidade.

Segundo integrantes do Comitê Gestor de Enfrentamento à Covid-19 de Bom Jesus, o teatro dos bonecos é uma forma divertida de envolver a população com a campanha de enfrentamento ao novo vírus.

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O método de contação de histórias também ajuda a distrair, a aliviar os transtornos de ansiedade próprios deste período de distanciamento social, conforme a psicóloga Laura Knupp.

O teatro dos bonecos leva a assinatura da contadora de histórias Maria do Carmo Silva Pires Martins, a professora Kakau, que traz em seu currículo participações em eventos, como no Salão do Livro, promovido no Centro Cultural Usiminas; Vagão Cultural, realizado pela Vale; no projeto Árvore da Vida, a convite da Suzano Celulose (BA); contação de histórias para detentos; cerimoniais; abertura de ano letivo em escolas do Vale do Aço.

Kakau observa que a arte tem sido fundamental para aliviar as muitas dores geradas pela pandemia. “Ai de todos nós se não fosse a literatura, o cinema, a poesia, a música e, claro, o teatro”, enumera.

A contadora de história comenta que pessoas de todas as idades compõem o seu público. “Por meio do teatro, é bem mais simples conscientizar as pessoas. Tanto as crianças quanto os adultos, os idosos – todos gostam muito da linguagem do fantoche e se encantam de maneira especial com os temas apresentados pelos bonecos, com o seu universo fantasioso. Enquanto está ali assistindo aos bonecos, a pessoa se subtrai um pouco da realidade para   habitar os terrenos mais férteis da imaginação. Esse estado de encantamento favorece a recepção da mensagem por meio de personagens fictícios que entregam conteúdos educativos, reais sobre a proteção das vidas”.

Em relação ao público infantil, Kakau destaca como importante multiplicador de boas lições de segurança, como usar cinto. “Quem é que nunca ouviu o conselho vindo de uma criança: coloque o cinto; ou observando: você está sem cinto. Elas estão sempre na observância do semáforo, avisam quando o sinal está fechado. As crianças são canais eficientes para instruir outras pessoas e, agora, podem desenvolver ainda mais suas habilidades ensinando as pessoas sobre como se proteger do coronavírus”.

No próximo ano, Kakau se apresentará no distrito de Bom Jeus, Revés do Belém, de um evento que integra a série de projetos culturais aprovados via Edital Doce, da Fundação Renova, patrocinadora das ações. Por meio da Fundação, serão promovidas oficinas de artes cênicas, de artes plásticas, música e produzido um documentário sobre o distrito.

EDUCADORA

Arte educadora graduada pela Universidade Federal de Ouro Preto, atriz, palestrante e escritora, Kakau contabiliza 25 anos de experiência como professora e 10 anos como diretora de uma escola de educação infantil de Timóteo, município onde ela atuou como secretária de educação, cultura, esporte e lazer e presidiu a Associação dos Poetas e Escritores.

Kakau tem uma trajetória marcada por produções montadas para empresas como Aperam, Cenibra,  Fundação São Francisco Xavier, Hospital e Maternidade Vital Brasil, Usiminas e Vale, além da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e do Parque Estadual do Rio Doce. Escolas da região também já foram contempladas com o seu trabalho.

As parceiras de Kakau com outros artistas, como a origamista Isa Kleim, e o mágico Bil Morélix, também comparecem no currículo da contadora de histórias.

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