Prefeitura realiza capacitação sobre Síndrome Respiratória Aguda Grave

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Foco principal é o tratamento da Influenza. Objetivo é qualificar e padronizar o diagnóstico dos pacientes com sintomas respiratórios.

Com a aproximação do período de outono e inverno, a Secretaria de Saúde de Ipatinga, por meio do Departamento de Vigilância Epidemiológica, preparou uma capacitação para os enfermeiros e médicos da rede municipal, sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O curso será realizado no auditório do Hospital Municipal, das 13h30 às 16h, nestas quinta e sexta-feira, dias 11 e 12 de abril. O assunto da capacitação torna-se ainda mais relevante neste período, uma vez que tem início nesta quarta-feira (10) a Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe.

Será repassado aos médicos e enfermeiros o protocolo do Ministério da Saúde para a síndrome e, ainda, apresentada a atual situação epidemiológica do município, com intensificação das recomendações sobre o manejo da doença nas unidades de saúde da cidade.

“A Secretaria de Saúde objetiva a atualização e discussão acerca do acolhimento, tratamento e acompanhamento dos casos de pacientes com sintomas de doenças respiratórias agudas graves, de modo que se tenha um diagnóstico diferencial de possíveis complicações respiratórias oriundas do vírus H1N1”, explicou a diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Mara Fernanda.

A síndrome gripal, que se caracteriza pelo aparecimento súbito de febre, cefaleia, dores musculares, tosse, dor de garganta e fadiga, é a manifestação mais comum. Nos casos mais graves, geralmente existe dificuldade respiratória e há necessidade de hospitalização. Nesta situação, denominada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), é obrigatória a notificação às autoridades de saúde.

SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE

Vacinação

A diretora do Departamento de Vigilância Epidemiológica, Mara Fernanda, lembra que a Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza tem início neste dia 10 de abril e seguirá até 31 de maio, com o objetivo de vacinar 90% do público-alvo, tendo sido escolhida a data de 4 de maio como o Dia D de mobilização.

Segundo dados do Ministério da Saúde, até março deste ano já foram registrados 232 casos de Influenza, e a morte de 50 pessoas no país. Em Ipatinga, a Secretaria de Saúde já notificou cinco casos de pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), somente em 2019. No ano passado, não houve notificações da doença no município.

“Devido a esse número alto de mortes por Influenza, a Campanha de Vacinação em alguns lugares foi até antecipada pelo Ministério da Saúde. Ela estava marcada para o dia 15 de abril, antes da alteração da data para este dia 10. Diante desses números, a atual administração também viu a necessidade de atualizar os nossos profissionais para proporcionar um melhor atendimento ao público”, finalizou a diretora.  

Doença

A complicação da Influenza que mais frequentemente leva à hospitalização e à morte é a pneumonia, que pode ser causada pelo próprio vírus ou por infecção bacteriana. Complicações cardíacas graves que levam à morte podem ser causadas por vírus A e B, independentemente da presença de pneumonia.

Em populações não vacinadas, a maioria das mortes por Influenza sazonal é registrada em idosos. Entretanto, as taxas de hospitalizações em crianças menores de cinco anos são tão elevadas quanto as observadas no grupo de idosos.

Em adultos, a maioria das complicações e mortes ocorre em pessoas portadoras de doenças de base, enquanto em crianças menores de cinco anos de idade a maioria das hospitalizações e quase metade das mortes ocorrem em crianças previamente saudáveis, particularmente no grupo menor de dois anos de idade.

Frequentemente, a Influenza causa exacerbação de doenças crônicas cardiovasculares, pulmonares (DPOC, asma), metabólicas (particularmente diabetes), pode desencadear infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, causar miocardite, pericardite, miosite, rabdomiólise e diversas manifestações neurológicas (convulsão, encefalite, síndrome de Guillain Barré). Durante o pico de atividade da Influenza, existe nítido aumento das hospitalizações e mortes por doença cardíaca isquêmica e acidente vascular cerebral.

Em relação às gestantes, o risco de complicações é muito alto, principalmente no terceiro trimestre de gestação, mantendo-se elevado no primeiro mês após o parto. Desta forma, recomenda-se fortemente a vacinação deste grupo. A vacinação, além de protegê-las, também protege o feto e o recém-nascido pela passagem transplacentária de anticorpos.

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