Vacina contra HPV é estendida para as escolas de Ipatinga

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Além dos postos de saúde, a vacina estará disponível em quatro escolas do município

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Meta da Secretaria Municipal de Saúde é atingir 80% do público-alvo, que é constituído de quase 22 mil crianças e adolescentes

Devido à baixa cobertura da vacinação contra o HPV em Ipatinga, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) decidiu intensificar as ações, promovendo a segunda temporada de imunização contra o “Papiloma Vírus Humano”, uma doença sexualmente transmissível. Além das Unidades Básicas de Saúde, quatro escolas da rede pública de ensino estarão com equipes de enfermagem para fazer os atendimentos. Todas as meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos devem ser vacinados. A meta é imunizar 80% do público-alvo, que é de 21.765 crianças e adolescentes dos sexos masculino e feminino.

Na primeira temporada da vacinação, em abril deste ano, as equipes do Departamento de Atenção Básica (DAB) observaram que houve uma abstenção principalmente em relação à segunda dose da vacina. Na primeira fase da campanha, 70,59% das meninas (13.614) receberam a dose do medicamento, enquanto que apenas 55,71% tomaram a segunda dose. A cobertura vacinal foi ainda mais baixo entre os meninos, onde 52,62% dos 8.151 foram vacinados com a primeira dose, enquanto que apenas 20,76% ou 1.691 receberam o complemento do medicamento.

Escolas

Para alcançar o índice esperado, duas escolas municipais e duas estaduais estarão com equipes do Departamento de Atenção Básica (DAB) para fazer a aplicação da vacina. São elas: E. E. Dona Caetana América de Menezes, no Barra Alegre (25/10); E. M. Hermes Oliveira Barbosa, em Pedra Branca (26/10); E. M. Professor Mário Casassanta, no Ipaneminha (29/10), e E. E. Professora Maria Antonieta, no bairro Bom Jardim (31/10).  O atendimento nas escolas será feito de 8h às 11h.

A secretária municipal de Saúde, Érica Dias Souza Lopes, explica que os alunos só poderão ser vacinados nas escolas mediante a autorização por escrito dos pais ou responsável legal.

O que é o HPV

Os HPVs são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas. Existem mais de 150 tipos diferentes de HPV, dos quais 40 podem infectar a região genital e provocar cânceres, como de colo do útero, vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. Outros podem causar verrugas genitais.

Os principais vírus são combatidos com duas doses da vacina de HPV, que está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

Contágio

A transmissão ocorre por contato direto com a pele ou mucosa infectada, não necessariamente apenas por relações sexuais. Também pode ser transmitido de mãe para filho durante o parto.

O HPV pode ser classificado em tipos de baixo e de alto risco para o desenvolvimento de câncer. Existem 12 tipos identificados como de alto risco que têm probabilidades maiores de persistirem e estarem associados a lesões pré-cancerígenas.

Os HPVs de tipo 16 e 18 causam a maioria dos casos de câncer de colo do útero em todo o mundo (cerca de 70%). Eles também são responsáveis por até 90% dos casos de câncer de ânus, até 60% dos casos de câncer de vagina e até 50% dos casos de câncer vulvar. Os cânceres de boca e de garganta são o sexto tipo no mundo, com 400 mil casos e 230 mil mortes ao ano. A incidência está fortemente relacionada ao HPV e à prática de sexo oral.

Os HPVs de tipo 6 e 11, encontrados na maioria das verrugas genitais (ou condilomas genitais) e papilomas laríngeos, parecem não oferecer nenhum risco de progressão para malignidade.

Rotina

O prefeito de Ipatinga, Nardyello Rocha, lembra que a vacina já é rotina na rede pública de saúde de Ipatinga e está disponível em todas as Unidades Básicas durante o ano, mas reforça sobre a importância dos pais levarem os filhos nas UBS’s ou permitirem que eles sejam vacinados nas escolas. “Precisamos atingir o maior número de crianças e adolescentes possível, e por isso intensificamos as nossas ações. O que estamos fazendo é prevenção. E o governo municipal decidiu estender o atendimento para as escolas com maior demanda territorial, definidas pelas UBS’s. Então, o que a gente pede é que os pais não deixem de levar os filhos para vacinarem, ou de autorizarem as equipes de saúde que estão nas escolas a aplicarem a vacina no seu filho”, finalizou o prefeito.

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