FIEMG avalia medidas para combustíveis como necessárias diante da crise  internacional, mas alerta para desafios fiscais e tributários 

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Entidade defende estabilidade no custo do combustível para preservar competitividade da  indústria e ressalta limites futuros da política tributária com a reforma do sistema de consumo 

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) avalia que as medidas  anunciadas nesta quinta-feira (12) pelo Governo Federal para o mercado de combustíveis  buscam reduzir os impactos da volatilidade internacional do petróleo sobre a economia  brasileira, especialmente em um momento de forte instabilidade geopolítica no Oriente Médio.  

Para a entidade, a utilização de instrumentos tributários e regulatórios para conter pressões  inflacionárias e preservar o abastecimento interno é compreensível em um cenário de crise  internacional, que tem provocado aumento nos custos de energia e transporte e gerado  reflexos diretos sobre a atividade econômica. 

Na avaliação do presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, iniciativas voltadas à estabilidade do  mercado de combustíveis ajudam a proteger setores estratégicos da economia, como  transporte e indústria, altamente dependentes do diesel. “Em um cenário de instabilidade  global, é legítimo que o governo utilize instrumentos de política econômica para reduzir  impactos abruptos sobre a economia doméstica. A previsibilidade no custo dos combustíveis é  fundamental para preservar a competitividade da indústria e evitar pressões adicionais sobre a  inflação”, afirma Roscoe. 

O dirigente ressalta, no entanto, que o debate também expõe desafios estruturais relacionados  à política econômica e ao sistema tributário brasileiro. “Hoje o governo ainda dispõe de  instrumentos tributários que permitem reagir rapidamente a choques externos. Com a  implementação da Reforma Tributária do Consumo, essa margem de manobra tende a  diminuir, o que exigirá do país o desenvolvimento de novos mecanismos para lidar com  momentos de forte instabilidade internacional”, acrescenta. 

Para a FIEMG, o episódio reforça a importância de políticas públicas que conciliem  estabilidade econômica, segurança no abastecimento e responsabilidade fiscal, fatores  essenciais para a competitividade da indústria e o crescimento sustentável da economia  brasileira. 

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