Hospital Márcio Cunha realiza primeira ablação por radiofrequência de nódulos tireoidianos do Leste de Minas

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 Hospital Márcio Cunha (HMC) realizou, na última semana, mais um procedimento inédito no Leste de Minas Gerais, desta vez trata-se da ablação por radiofrequência de nódulos tireoidianos. A técnica minimamente invasiva foi conduzida pelo cirurgião de cabeça e pescoço do HMC, Dr. Clineu Gaspar Júnior, e equipe, em um paciente de 46 anos, morador de Ipatinga, que apresentava alteração na glândula tireoide.

O procedimento representa um importante avanço para a medicina regional, especialmente por oferecer uma alternativa moderna e menos invasiva ao tratamento cirúrgico convencional. A técnica ainda não integra o rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e só foi possível graças a uma parceria entre o Hospital Márcio Cunha e empresas privadas.

Além do Dr. Clineu Gaspar Júnior, o procedimento contou com a participação da equipe de técnicos da Intensivemed, empresa parceira e fornecedora do material, do anestesiologista Dr. Yuri Ferreira, dos residentes em cirurgia geral, Dr. Antonino Martins Neto e Dra. Ana Luiza Nunes, dos enfermeiros Ramon Diego e Sandra Helena, e da instrumentadora Verônica Oliveira.

A ablação por radiofrequência vem sendo amplamente utilizada em diversos países e já ganha espaço em centros especializados do Brasil. O método consiste na introdução de uma agulha guiada por ultrassom diretamente no nódulo da tireoide. A partir dela, ondas de radiofrequência promovem o aquecimento e a destruição gradual do tecido alterado.

De acordo com o Dr. Clineu Gaspar Júnior, a principal vantagem do procedimento está na preservação da glândula tireoide e na recuperação mais rápida do paciente. “O procedimento é realizado de forma minimamente invasiva, guiado por ultrassom, sem necessidade de cortes ou cirurgia aberta. Através da radiofrequência conseguimos tratar o nódulo de maneira segura e eficaz, promovendo sua destruição gradual. O grande diferencial é que o paciente mantém a função da glândula tireoide, evitando, na maioria das vezes, a necessidade de reposição hormonal”, explicou o médico.

Segundo o especialista, além de ser indicado para nódulos benignos, o tratamento também pode ser utilizado em casos selecionados de tumores malignos. “É uma tecnologia já bastante difundida no mundo e em crescimento no Brasil. O procedimento é rápido, seguro, geralmente dispensa internação hospitalar e proporciona uma recuperação muito mais confortável para o paciente. Em alguns casos específicos, também pode ser indicado para o tratamento de tumores malignos da tireoide”, destacou Dr. Clineu.

O paciente submetido ao procedimento recebeu alta no mesmo dia e destacou a rápida recuperação e a ausência de cicatrizes. “Foi uma experiência muito positiva. Fiquei impressionado com a rapidez da recuperação e pelo fato de não necessitar de uma cirurgia com cortes. O atendimento da equipe também foi excelente, do início ao fim”, afirmou.

Para o diretor técnico do Hospital Márcio Cunha, Dr. Alexandre Silva Pinto, o procedimento reforça o compromisso da Instituição com a inovação e a ampliação do acesso da população regional a tratamentos de alta complexidade. “A realização deste procedimento inédito no Leste de Minas Gerais demonstra o compromisso do Hospital Márcio Cunha com a incorporação de tecnologias avançadas e com a oferta de uma assistência cada vez mais moderna, segura e humanizada. Mesmo sendo uma técnica que ainda não faz parte do rol da ANS, conseguimos viabilizar esse atendimento por meio de importantes parcerias, trazendo um benefício direto para os pacientes da nossa região”, ressaltou.

Entre os principais benefícios da ablação por radiofrequência estão a ausência de cicatrizes, menor risco de complicações, preservação da glândula tireoide, recuperação mais rápida e, na maioria dos casos, a dispensa de internação hospitalar.

Hospital Márcio Cunha

Hospital geral de alta complexidade com mais de 60 anos de atuação. Possui 558 leitos e três unidades, sendo uma unidade exclusiva para o tratamento oncológico. Atende a uma população de mais de 1,6 milhão de habitantes de 87 municípios de Minas Gerais e conta com cerca de 500 médicos em 58 especialidades, com prestação de serviços nas áreas de ambulatório, pronto-socorro, medicina diagnóstica, ensino e pesquisa, terapia intensiva adulta, pediátrica e neonatal, urgência e emergência, terapia renal substitutiva, alta complexidade cardiovascular, oncologia adulto e infantil, entre outros. No último ano, foram cerca de 5.580 partos realizados no HMC, cerca de 35 mil internações, mais de 17 mil cirurgias, mais de 67 mil sessões de hemodiálise. Na unidade de oncologia, foram mais de 18 mil sessões de radioterapia e cerca de 33 mil sessões de quimioterapia.

O HMC foi o primeiro hospital do país a ser acreditado em nível de excelência (ONA III), pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Além disso, está classificado pela revista norte-americana Newsweek, por sete anos consecutivos, entre as melhores unidades hospitalares do Brasil, sendo o 6º em Minas Gerais.

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