Sindicato dos Bancários de Ipatinga acompanha cumprimento da decisão e orienta usuários a registrar reclamações em caso de falta de atendimento
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que pelo menos 60% dos empregados da Caixa Econômica Federal permaneçam em atividade durante a greve, de forma presencial ou remota, em cada agência. A decisão liminar foi proferida pelo ministro Maurício Godinho Delgado na última sexta-feira (25), no dissídio coletivo ajuizado pela própria Caixa, que havia solicitado a manutenção de 80% do quadro. Foi estabelecida multa diária de R$ 100 mil à entidade sindical em caso de descumprimento.
Entre os serviços considerados essenciais pelo Tribunal estão a compensação bancária, o pagamento de benefícios sociais e a gestão do FGTS.
Diante da determinação, o Sindicato dos Bancários de Ipatinga chama a atenção para a responsabilidade da Caixa na garantia do atendimento à população. A entidade orienta que usuários que procurarem as unidades para serviços abrangidos pela decisão e não conseguirem atendimento registrem a ocorrência nos canais oficiais da Caixa e guardem o protocolo da reclamação.
“O ponto é muito objetivo: a Caixa foi ao Tribunal e alegou a necessidade de manter um grande contingente de trabalhadores em atividade para garantir serviços essenciais. O TST determinou 60%. Portanto, a população tem o direito de esperar que esses serviços sejam efetivamente prestados”, afirma o presidente do Sindicato dos Bancários de Ipatinga, Selim de Oliveira.
Segundo o dirigente, eventuais problemas de atendimento não devem ser atribuídos aos trabalhadores que participam da greve.
“Não cabe transferir para os empregados em greve a responsabilidade por uma eventual deficiência no atendimento. Se a Caixa precisa manter 60% dos empregados trabalhando para assegurar serviços essenciais, cabe à própria instituição organizar esse contingente e garantir que a população seja atendida”, afirma Selim.
O Sindicato ressalta ainda que a decisão do TST reconheceu a greve como direito constitucional dos trabalhadores e não acolheu o pedido da Caixa para impedir previamente atos de mobilização nas unidades, por falta de elementos que demonstrassem excessos.
A greve continua, e o Sindicato informa que cumprirá as determinações judiciais. Ao mesmo tempo, a entidade acompanhará o funcionamento das unidades e a prestação dos serviços que o próprio processo judicial apontou como essenciais.
“Vamos cumprir a decisão judicial, como sempre fizemos. Mas também vamos acompanhar o que acontece nas unidades. Se 60% precisam estar trabalhando para garantir serviços essenciais, esses serviços precisam funcionar. A população tem todo o direito de cobrar isso da Caixa”, conclui Selim de Oliveira.
Serviço — orientação aos usuários
Clientes e usuários que não conseguirem atendimento para serviços considerados essenciais devem registrar reclamação nos canais oficiais da Caixa e guardar o número de protocolo. O Sindicato também orienta que as ocorrências sejam documentadas sempre que possível.













