IPATINGA – A Associação das Pessoas com Epilepsia promoveu na tarde de ontem a entrega de alimentos a beneficiários da organização. Legumes, frutas e verduras compuseram a cesta, além de batatas congeladas, pré-fritas e prontas para ir ao forno.
Antes da distribuição dos alimentos, foi servido arroz-doce ao grupo durante o intervalo da oficina de pintura em tecidos que acontece semanalmente na sede da Associação.
Outras atividades ofertadas pela AAPE são as rodas terapêuticas, conduzidas por psicólogas credenciadas pela Associação, e palestras temáticas segundo o calendário comemorativo de cada mês.
Na semana passada, a psicóloga Elmina Ferreira ministrou uma palestra sobre Mulheres, em homenagem ao março dedicado à ala feminina. Mulheres que são referência por sua força e determinação em superar desafios foram apresentadas ao longo do evento, como XXXXXX,
Outra palestra também ministrada pela psicóloga Elmina Ferreira e que integrou a programação mais recente da AAPE foi dedicada à Saúde Mental da Família, com foco nos cuidados que a família precisa ter com pessoas com epilepsia e o que fazer em momentos de crises convulsivas.

Esse evento teve como principal objetivo promover a conscientização e combater os estigmas sobre a patologia, que requer acompanhamento médico, psicológico, apoio da família, tratamento adequado, solidariedade, respeito da comunidade. “Essas atitudes vão ajudar a pessoa com epilepsia a levar uma vida normal, plena. E nesse processo de controle da epilepsia, o papel da família é fundamental. Por isso, a família é o público-alvo desse nosso evento”, comenta Elmina Ferreira.
A psicóloga sublinha que, além de enfrentar a epilepsia, os portadores da patologia precisam enfrentar o preconceito, uma observação afinada com outra psicóloga da AAPE, Glacira Maria, que atua na Associação há quase dez anos. Ela comenta que, por falta de conhecimento sobre a epilepsia, as pessoas se comportam de forma errônea em relação a pessoas com a doença. “Muita gente acha que vai se contaminar caso tenha contato com a saliva de uma pessoa em convulsão e acaba discriminando as pessoas com epilepsia, que não é uma doença contagiosa”.
Edson Floriano, da AAPE, conta que, devido ao preconceito, ele perdeu três empregos. “Essas perdas me deixaram tristes, bem como outras atitudes de discriminação que afetavam minha autoestima. Até que, um dia, fui convidado a participar da Associação. Aqui, fui acolhido com respeito, com amor e sou compreendido. A minha vida mudou totalmente, para melhor”.
Marta Borges Martins Cancela coordenadora da AAPE, diz que se sente feliz em participar da construção de histórias bem sucedidas de pessoas adoecidas que mudam o seu destino a partir do acolhimento pela Associação. “Falo de pessoas com epilepsia e de seus familiares e amigos que se juntam a nós nessa missão digna de dar uma qualidade de vida melhor a todos”.

SERVIÇO
A Associação de Apoio a Pessoas com Epilepsia fica na rua Naum, 235 – Canaãzinho. Atendimento gratuito.












