Ipatinga registrou mais de 1.800 casos de violência contra a mulher em 2025

Foto: Freepik
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Dados são do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania e implicam em maus-tratos, exploração sexual e até tráfico de pessoas

O Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, celebrado nacionalmente no dia 10 de outubro, é uma data que impulsiona a reflexão dos números da violência contra a mulher e o que se tem feito para combater o problema. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, a cidade de Ipatinga, no Vale do Aço, já registrou, apenas em 2025, 1.820 violações contra mulheres. Esses casos envolvem maus-tratos, exploração sexual, tráfico de pessoas, entre outros crimes. No entanto, desse total, apenas 165 denúncias foram formalizadas junto à Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, o que reforça o desafio da subnotificação.

Para o coordenador do curso de Direito da Faculdade Anhanguera, professor Frederico Campos, denunciar é um passo fundamental para a quebra do ciclo de violência.

“Ao denunciar, a mulher não apenas busca proteção para si, mas também contribui para a responsabilização dos agressores e para a construção de uma sociedade menos tolerante à violência. A denúncia pode ser o primeiro passo para garantir medidas protetivas, acesso a serviços especializados e até mesmo salvar vidas. Além disso, ela provoca uma mobilização social importante, trazendo à tona um problema que muitas vezes é silenciado dentro de casa”, destaca.

O docente lembra ainda que a violência contra mulheres é reconhecida como uma grave violação de direitos humanos, afetando diretamente a saúde física, emocional e a dignidade das vítimas.

Neste ano, em Minas Gerais, foram registrados 29.523 casos de violência contra a mulher. Já em 2024, o estado mineiro teve 62.860 casos.

Como pedir ajuda e onde denunciar

O coordenador reforça que é essencial divulgar formas seguras de denúncia e acesso à rede de proteção. Confira algumas orientações:

  • Ligue 190 (Polícia Militar) – Em situações de risco iminente, a mulher pode pedir socorro mesmo sem levantar suspeitas, utilizando frases como se estivesse pedindo um delivery;
  • Central de Atendimento à Mulher (180) – Canal anônimo e gratuito que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana;
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) – Em Ipatinga, o DEAM fica na Rua Pedras Preciosas, nº 775 – Bairro: Iguaçu, além da Deam Online, que funciona 24 horas para registro de ocorrências e orientação às vítimas;
  • Qualquer cidadão também pode denunciar situações de violência, mesmo que não seja a vítima direta.

A lista completa de serviços de atendimento à mulher em Minas Gerais pode ser consultada no site da Secretaria Estadual de Segurança Pública ou diretamente na página da Deam Online.

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