Mutirão em Ipatinga realiza 50 testes rápidos de Sífilis

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Os testes rápidos podem ser feitos de segunda a sexta-feira, de 7h às 18h

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Crédito: Secom/PMI

A ação é alusiva ao Dia Nacional de combate à doença, cumprido no terceiro sábado de outubro conforme a Lei 13430/2017

Durante toda esta sexta-feira (19), os profissionais do Centro de Controle de Doenças Infecto-Parasitárias (CCDIP) de Ipatinga, ligado à Secretaria Municipal de Saúde, realizaram cerca de 50 testes rápidos para identificação da Sífilis. A ação é alusiva ao Dia Nacional de combate à doença, cumprido no terceiro sábado de outubro conforme a Lei 13430/2017.

A diretora do Departamento de Atenção Especializada (DAES), Cíntia Maria Barbeta, avalia que o comparecimento do público foi satisfatório. “É muito bom que as pessoas tenham conhecimento sobre o teste rápido, façam o exame sem nenhuma vergonha ou temor. Somente uma gota de sangue é utilizada e os resultados são sigilosos. A forte aceitação em realizar o teste rápido ocorre porque a população está quebrando o preconceito em relação à doença”, avalia a diretora.

 

Dos testes realizados, apenas quatro apresentaram resultados positivos à doença. “É um número baixo, porém importante, pois daqui para frente essas pessoas serão encaminhadas para realizarem os testes laboratoriais. Caso seja novamente confirmada a doença, eles serão orientados para o tratamento nas Unidades Básicas de Saúde”, explicou Cíntia.

Incidência da doença

Em Ipatinga, apenas de janeiro a setembro deste ano, o Departamento de Vigilância em Saúde registrou 360 casos de pacientes infectados com Sífilis. Desde total, 248 se enquadram dentro dos infectados de uma forma geral, 58 é o número de registro em gestantes e 55 são os que adquiriram a Sífilis congênita.

 

No ano de 2017, o número de infectados registrados no município era um pouco menor, 335 doentes.

Os testes rápidos podem ser feitos no CCDIP, na segunda e quarta-feira, na parte da manhã, e na sexta-feira em período integral.

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Diagnóstico e tratamento

A enfermeira do programa, Ana Beatriz Barbosa Passos, explica que a Sífilis tem cura e é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema Pallidum e transmitida de uma pessoa infectada para outra durante o sexo desprotegido, através da transfusão de sangue e da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou no parto.

 

“A doença pode se manifestar em três estágios, e os maiores sintomas ocorrem durante as duas primeiras fases, período em que é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintomas, e, por isso, dá-se a falsa impressão de cura da doença”, explicou a profissional.

 

Entre 7 a 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado surgem os primeiros sintomas, que são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços (ínguas) nas virilhas. Elas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus.

 

Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a Sífilis, principalmente as gestantes, pois a doença na forma congênita pode causar aborto, má-formação do feto e/ou morte ao nascer.

 

A enfermeira alerta que “durante a gravidez o teste deve ser feito na 1ª consulta do pré-natal, no 3º trimestre da gestação e no momento do parto (independentemente de exames anteriores). O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental”, adverte.

 

Após o diagnóstico da Sífilis, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível e é recomendado pelo profissional de saúde. Os parceiros das gestantes também precisam fazer o teste e ser tratados, para evitar que as mulheres voltem a ser infectadas.

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