Arrecadação de Ipatinga fica R$ 161 milhões abaixo da meta até agosto

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Prestação de contas do Executivo na Câmara detalhou receitas e despesas do município, gastos com pessoal, dívida pública e aplicação dos recursos do Fundeb

A arrecadação de Ipatinga chegou a R$ 1,136 bilhão entre janeiro e agosto de 2026, mas ficou R$ 161,06 milhões abaixo da meta estabelecida para o período. Os números foram apresentados pelo Executivo durante audiência pública de prestação de contas realizada na Câmara Municipal, referente ao quarto bimestre de 2026.

A audiência foi acompanhada pela Comissão de Controle da Execução Orçamentária e Financeira do Município, presidida pelo vereador Léo Enfermeiro. Representaram o Executivo o secretário municipal de Fazenda, Régis Carlos; o controlador-geral, Diego Tuchler; o diretor do Departamento de Contabilidade, Aurélio Carlos Pereira; e o contador Marcos da Luz.

A diferença entre a arrecadação prevista e a efetivamente realizada foi registrada em todos os bimestres apresentados. Considerando a previsão anual atualizada, de R$ 2,040 bilhões, a receita arrecadada até agosto corresponde a 55,68% do total estimado para 2026. Desse montante, R$ 1,037 bilhão veio de receitas correntes e R$ 98,2 milhões, de receitas de capital.

Outro dado apresentado foi a Receita Corrente Líquida (RCL), utilizada como referência para o cálculo de diferentes limites fiscais. No período de setembro de 2025 a agosto de 2026, a RCL alcançou R$ 1,560 bilhão. As transferências correntes representam a maior parcela das receitas correntes do município.
Despesa com pessoal próxima ao limite prudencial

As despesas com pessoal somaram R$ 774,4 milhões no período de setembro de 2025 a agosto de 2026, o equivalente a 50,48% da Receita Corrente Líquida (RCL) ajustada para esse cálculo. O índice ficou abaixo do limite prudencial de 51,30% e do limite máximo de 54% estabelecido para o Executivo municipal.

Na comparação apresentada durante a audiência, houve uma pequena elevação do percentual. No período anterior, de setembro de 2024 a agosto de 2025, as despesas com pessoal correspondiam a 50,35% da RCL ajustada.

Fundeb

Na área da educação, o município informou ter recebido R$ 135,19 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) entre janeiro e agosto. A legislação estabelece a aplicação mínima de 70% dos recursos anuais do fundo na remuneração dos profissionais da educação básica em efetivo exercício.
Para o período apresentado, o valor mínimo calculado era de R$ 94,63 milhões. Segundo os dados apresentados pelo Executivo, o montante aplicado chegou a R$ 134,8 milhões, equivalente a 99,71% da receita informada do Fundeb.

Fiscalização das contas

“Esta prestação periódica de contas permite ao Legislativo acompanhar não apenas quanto o município arrecada e gasta, mas também o cumprimento das metas fiscais e dos limites estabelecidos pela legislação”, afirmou o presidente da comissão, vereador Léo Enfermeiro.

Segundo ele, a Câmara já havia destacado a diferença entre a arrecadação prevista e a realizada como um dos pontos de acompanhamento da execução orçamentária.

A apresentação dos resultados fiscais em audiência pública atende às exigências de transparência e acompanhamento previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal e integra o trabalho de fiscalização exercido pelo Legislativo sobre a execução do orçamento municipal.

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