Aulas da rede municipal de Ipatinga são retomadas em novo formato

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No retorno do recesso escolar, o formato 100% remoto foi abolido e em algum momento o aluno terá que estar na sala de aula, com exceção dos que possuem comorbidades. 

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Concluído o tradicional recesso escolar de meio do ano, as atividades da rede municipal de ensino de Ipatinga foram retomadas nesta segunda-feira (2). Com o avanço da vacinação e os níveis de contaminação da pandemia de Coronavírus mais controlados, há algumas modificações no formato das aulas, que atendem a normas do Decreto n° 9.767, publicado pelo Executivo no dia 23 de julho. A grande novidade é o fim da opção pelo formato 100% remoto, que era ofertado no primeiro semestre, cabendo aos pais a decisão. Agora, somente têm direito de escolher a opção os alunos com algum tipo de comorbidade. 

Cada educandário funciona de acordo com sua infraestrutura, adotando o formato compatível, uma vez que vários protocolos sanitários terão que ser respeitados, dentre eles o distanciamento de um metro entre um aluno e outro. 

A secretária de Educação do município, Patrícia Avelar, explica: “Se a escola possui espaço suficiente para a ocupação total de alunos, respeitando o distanciamento, as aulas serão somente no formato presencial. Mas, caso não possua, o formato semipresencial será mantido, contudo sem a opção pelo ensino somente na forma remota. Significa que em algum momento os alunos terão que ir à escola presencialmente, com exceção somente para aqueles que possuem comorbidades e pertencem a algum grupo de risco”. 

A diretora da Escola Municipal Jaime Morais Quintão, no Jardim Panorama, Cida Moura, diz como recebeu a mudança: “Para nós, é de grande importância que as aulas voltem ao formato presencial. Hoje temos aqui cerca de 65% de nossos alunos, com todos os protocolos e distanciamento sendo seguidos à risca”, expõe.

Embasamento para decisão 

A decisão do Executivo quanto à forma de funcionamento do sistema de ensino municipal neste segundo semestre foi embasada em scores quinzenais apurados pela Secretaria de Saúde. Tecnicamente, eles possibilitam há um longo tempo 70% de ocupação nas salas de aula. No último deles, publicado no dia 10 de julho, levando em consideração que grande parte das pessoas com 30 anos ou mais já foram vacinadas no município (e dentre estas os profissionais na área da Educação), é possível assegurar que as restrições relativas à ocupação nas salas de aula e distanciamento podem ser menos rígidas. 

Assim como no retorno semipresencial ocorrido em fevereiro, todas as unidades escolares seguem preparadas para receber os estudantes e funcionários com  os cuidados preventivos necessários. Cada educandário continua com ‘dispensers’ de álcool em gel em pontos estratégicos e cartazes com orientações sobre como proceder em tempos de pandemia do novo coronavírus, além de tapetes sanitizantes.  

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