No Dia do Maquinista, celebrado em 20 de outubro, recursos tecnológicos usados nas ferrovias da Vale ajudam a preparar profissionais e apoiam a condução dos trens na Estrada de Ferro Vitória a Minas e na Estrada de Ferro Carajás
Antes de percorrer centenas de quilômetros conduzindo um trem, o maquinista pode enfrentar parte dos desafios da ferrovia sem sair do lugar. Durante a formação, profissionais da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e da Estrada de Ferro Carajás (EFC), operadas pela Vale, treinam em simuladores de trens que reproduzem situações da operação. Depois, já nos trilhos, outras tecnologias entram em cena para apoiar a condução e a segurança das viagens. Às vésperas do Dia do Maquinista, celebrado em 20 de outubro, esses recursos ajudam a contar como a tecnologia está presente na jornada dos profissionais, do treinamento à rotina ferroviária.
Nas cabines de simulação, é possível reproduzir as funções executadas durante uma viagem e criar diferentes c
enários para que o futuro maquinista exercite a condução e a tomada de decisão.
Em ambas as ferrovias, simulação possui trechos que reproduzem características do trajeto, como a proximidade de rios, túneis e pontes, além de diferentes condições climáticas e trechos didáticos. Desenvolvida no Brasil em parceria entre a Vale e a Universidade de São Paulo, a tecnologia está presente no Espírito Santo, em Minas Gerais, no Pará e no Maranhão.
A formação com apoio da tecnologia também faz parte da trajetória de profissionais que se preparam para novos desafios na ferrovia. É o caso da Marcela Bastos, que atualmente atua como maquinista de pátio na Estrada de Ferro Vitória a Minas. “Estou na Vale há 21 anos e ser ferroviária sempre foi um sonho. Hoje atuo como maquinista de pátio e, depois de trilhar essa trajetória, me preparo para um novo desafio: ser maquinista de viagem. Estou em uma trilha técnica e cheia de expectativa para essa nova etapa”, diz.
Rotina de trabalho
A tecnologia também acompanha o maquinista ao longo da viagem. Durante o percurso, o profissional atua conectado a uma estrutura que monitora a circulação dos trens e reforça a segurança da operação. Sistemas de controle de tráfego acompanham o distanciamento entre as composições e podem acionar a parada automática dos trens em situações previstas. Além dos trens de passageiros, parte da frota de transporte de minério conta com computador de bordo, supervisão automática de velocidade e sistemas de comunicação que mantêm o maquinista em contato com as equipes de apoio e o Centro de Controle Operacional.
Entre as inovações em implantação nas duas ferrovias operadas pela Vale está o Trip Optimizer, sistema de condução semiautônoma que indica os pontos mais eficientes de aceleração e frenagem dinâmica das locomotivas, em fase de implantação na Estrada de Ferro Vitória a Minas. A tecnologia considera fatores como o peso do trem, as condições da via, as restrições de velocidade e a quantidade de vagões acoplados. Durante todo o trajeto, o maquinista monitora o sistema e permanece responsável pela condução. A solução contribui para aumentar a previsibilidade do tempo de viagem e otimizar o consumo de combustível.
“A tecnologia é uma aliada do maquinista em diferentes momentos, desde a formação até a condução dos trens. Esses recursos ampliam as informações disponíveis para a tomada de decisão e apoiam uma operação cada vez mais segura e eficiente, mantendo o profissional no centro da condução e do monitoramento da viagem”, diz Francisco Tropia, gerente-geral da Estrada de Ferro Vitória a Minas.











