NAMARRA CULTURAL CELEBRA A TRAJETÓRIA DEDICADA ÀS ARTES COM A “MOSTRA NAMARRA 21 ANOS”

Produtora Andreza Coutinho-Foto :Matheus Coutinho
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Evento online terá contação de histórias, lançamento de revista e de documentário, encenações e rodas

de bate-papo sobre diversos assuntos relacionados a cultura

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Andreza Coutinho cursava Artes Visuais na Escola Guignard quando, após assistir uma matéria na TV, teve a ideia de criar a Namarra, produtora cultural que completou 20 anos em outubro de 2020. Para celebrar as mais de duas décadas de devoção à arte, a “Mostra Namarra 21 Anos” será realizada online de 1º a 16 de maio. Entre as atividades, está um congresso de palhaços, uma série de contações de histórias para as crianças e o lançamento de um documentário. Toda a programação é gratuita e foi financiada pela Lei Federal Emergencial Aldir Blanc.

“O foco dessa mostra de 21 anos, assim como o foco da Namarra, é o teatro. E, a partir das atividades teatrais, vamos passar informações importantes, como cuidados com a saúde, mas também visões sobre comunicação. A peça ‘Chico Livro e as Palavras’, por exemplo, lança luz nas várias formas de se comunicar, como a linguagem em libras e em braile”, explica Andreza Coutinho.

O espetáculo “Chico Livro” poderá ser conferido no encerramento da “Mostra Namarra 21 Anos”, no dia 16 de Maio, às 16h. O elenco da peça é formado por Oscar Capucho, Uziel Ferreira, Luísa Lagoeiro, Matheus e Carlos Caetano. Na montagem, Gui, um garoto muito curioso e esperto, na companhia do seu mais novo amigo Chico Livro, parte em uma aventura para evitar que todas as palavras do mundo desapareçam. Pelo caminho, a dupla conhece o Professor Duda, a Dona Borracha e a Dona Caneta e a Zaz.

Ator Oscar Capucho, personagem Chico Livro. Foto-Andreza Coutinho

Antes da derradeira apresentação, a Mostra Namarra 21 Anos contará com a encenação de “É Tudo Limpeza”, que já foi vista por mais de 138 mil crianças. O espetáculo poderá ser conferido no dia 1º de maio, às 10h, no canal da Namarra, no YouTube. No mesmo dia, vai ser lançada a revista “Namarra: Diário de Bordo”, sobre toda a história da produtora cultural, e o documentário “21 Anos Namarra”.

Destaca-se ainda na programação a nova edição do “Em Casa Namarra”, que teve início no ano passado, reunindo artistas e pensadores em transmissões online para debater assuntos diversos. Desta vez, a iniciativa vai contar com o ator Carlos Caetano, que encabeçará a montagem “Eco & Lógico”; com a professora Luciana Matias a frente da edição corpos em movimento, que receberá membros da Comunidade dos Arturos e a atriz travesti Nickary Aycker (premiada no Sated como melhor atriz coadjuvante de teatro infantil); e os artistas Joelma Barros e Oscar Capucho, que vão conversar sobre artistas da dança e diversidade.

Já no dia 9 de maio, vai acontecer o congresso “Que Palhaçada É Essa?”, com Malu D´Angelo, Warllen Junior, Fabrício Sereno, Danilo Martins e Dani Rosa. O elenco convidado vai discutir sobre a arte da palhaçaria e ainda debater sobre o atual cenário brasileiro. O palhaço ainda se faz presente no lançamento do documentário sobre o Palhaço Chevere e na apresentação do Palhaço Cremogema, ambos no dia 8 de maio.

A programação completa está no fim deste release. Há contações de histórias para as crianças, ciclos formativos, documentários, bate-papos e muito mais. Ao fim da “Mostra Namarra 21 Anos”, o público terá uma dimensão da estrada percorrida pela produtora até aqui e, claro, ainda terá noção do futuro que Andreza Coutinho, responsável pela Namarra, pretende trilhar daqui para frente. “Os próximos passos da Namarra estão sendo arquitetados sobre o mercado audiovisual, principalmente no que tange a contação de histórias. E também pretendo viajar bastante o Brasil, levando teatro e informação. Acaba logo, pandemia”, finaliza a gestora, que, só em Minas Gerais, já rodou mais de 128 mil quilômetros, passando por Montes Claros, Sarzedo, Japonvar, Carmo do Rio Claro, São Gonçalo, Sabará, Oliveira, Capelinha, Leandro Ferreira, entre tantas outras cidades do Norte ao Sul do Estado.

História da Namarra

Fundada em outubro do ano 2000, a Namarra, como toda produtora, tropeçou em seus primeiros projetos, mas, aos poucos, foi pegando o jeito. “A arte salva, a arte é resistência”, destaca Andreza Coutinho, que fala com orgulho que já cortou os quatro cantos de Minas Gerais levando teatro para crianças, trabalhadores e população carente. Segundo um levantamento da gestora, são mais de 221 municípios visitados, uma média de 2035 apresentações até agora e cerca de 342 gincanas e oficinas ministradas.

“A Namarra nunca foi o meu trabalho, ou algo paralelo, sempre foi o que sou e o que me transformo ao longo da vida”, salienta Andreza, revelando que o nome da empresa surgiu durante uma aula de Gestão Cultural ministrada por Rômulo Avelar, assessor e consultor de planejamento do Grupo Galpão.

Trabalhos para o público infantil sempre estiveram na órbita da Namarra. O primeiro projeto da produtora, por exemplo, foi o Criança É Arte na Escola. E, de lá pra cá, muita coisa aconteceu. Andreza conta que, em cada escola que passou, cerca de 500 crianças assistiram seus trabalhos. “E o maior público foi no Lar dos Meninos São Vicente de Paula, em que 900 alunos marcaram presença”, lembra ela, ressaltando que o espetáculo “É Tudo Limpeza” é o mais visto até o momento: 346 encenações, aglutinando um público de, em média, 138.400 crianças.

De acordo com Andreza Coutinho, gestora por trás da Namarra, a produtora, nos últimos 21 anos, teve como principais atividades o teatro infantil, o teatro para o terceiro setor, a realização de cursos, oficinas e dinâmicas para empresas e a gestão de projetos culturais. “Desde que foi fundada, a Namarra tem como máxima valorizar o artista e chegar ao máximo de lugares possíveis”, conta.

Dos 21 anos da Namarra, as lembranças são muitas, as viagens são incontáveis e os encontros inesquecíveis. Andreza, no entanto, ressalta que o mais satisfatório é ter deixado uma sementinha em cada lugar que pisou.“Em cidades do interior de Minas, por exemplo, encontramos crianças que nunca haviam visto uma peça teatral. E, além de proporcionar isso para elas, ainda levamos informação”, frisa Andreza, que, em muitas dessas viagens, atendeu demandas de empresas conceituadas, como Sesc-MG, Magazine Luiza, Fiat e Petrobras.

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