Por que o orçamento pesa no início do ano no Vale do Aço e como evitar dívidas

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Docente do Senac em Ipatinga explica por que o aperto financeiro aparece neste período e quais hábitos ajudam a retomar o controle do orçamento

Para muitas famílias do Vale do Aço, o aperto financeiro fica mais evidente entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, quando despesas do começo do ano se somam aos gastos concentrados em dezembro. Impostos, matrículas e material escolar chegam enquanto compras feitas no cartão continuam correndo, o que dá a sensação de “descontrole silencioso”. “O problema aparece semanas depois, no momento em que as parcelas se acumulam e comprometem boa parte da renda mensal”, explica Mônica Sousa, docente da área de Gestão do Senac em Ipatinga, que faz parte do Sistema Fecomércio MG.

Segundo Mônica, quem quer colocar as contas no azul precisa começar por um retrato real do orçamento. “O ponto de partida é fazer um diagnóstico financeiro: mapear toda a renda e listar, com clareza, os gastos fixos, variáveis e eventuais dívidas”, orienta. Sem essa visão completa, tentativas de economizar tendem a falhar porque atacam sintomas, não a causa.

Mesmo com o cenário apertado, é possível organizar as finanças, porque o fator decisivo não é apenas quanto se ganha, mas a forma com que o dinheiro é administrado, afirma Mônica Sousa. Ela também recomenda estabelecer metas bem definidas ao longo do ano, pois elas dão clareza para as ações, ajudam a elencar prioridades, reduzem decisões por impulso e permitem acompanhar resultados para fazer ajustes antes que a situação se agrave, transformando o planejamento em um processo contínuo até o fim do ano.

A docente destaca práticas simples e constantes: acompanhar gastos com frequência, planejar despesas maiores e formar uma reserva financeira. Outra medida é se preparar com antecedência para compromissos sazonais, reduzindo surpresas no orçamento.

Cuidados com parcelamentos e cartões

Outro ponto, segundo a especialista, é que o parcelamento muitas vezes cria a impressão de que o impacto será pequeno, quando na prática ele aparece mais adiante, com o acúmulo de contas. Em outras palavras, parcelar sem planejamento costuma adiar o problema, não resolvê-lo.

O cartão de crédito muitas vezes está no centro do endividamento, mas não necessariamente por ser “o vilão”. “Ele se torna um risco se é usado como complemento da renda ou caso a fatura deixe de ser acompanhada”, diz Mônica. Por outro lado, pode ajudar no planejamento quando há controle do limite, pagamento integral da fatura e uso consciente do parcelamento. “O fator decisivo é o comportamento consumidor.”

Como negociar dívidas sem criar outra armadilha

Para quem já está endividado, a recomendação é priorizar despesas essenciais, a exemplo de moradia, energia, água e alimentação, e depois atacar dívidas com juros mais altos, a exemplo de cartão de crédito e cheque especial. Na hora de negociar, a especialista alerta para um erro recorrente: olhar apenas o valor da parcela. “É importante analisar o valor total da dívida renegociada e evitar acordos que comprometam além do que o orçamento permite”, afirma.

No fim, o conselho é tratar o dinheiro com continuidade. “Trate as finanças da mesma forma com que lida com um projeto de longo prazo, não como um problema pontual. Planejar não significa deixar de viver, mas fazer escolhas conscientes. Equilíbrio financeiro vem de hábito, não de sorte”, resume.

Sobre a Fecomércio MG e o Senac em Ipatinga

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG) é a principal entidade representativa do setor do comércio de bens, serviços e turismo no estado, abrangendo mais de 750 mil empresas e 54 sindicatos. Sob a presidência de Nadim Elias Donato Filho, a Fecomércio MG atua como porta-voz das demandas do empresariado, buscando soluções através do diálogo com o governo e a sociedade, há 86 anos. Outra importante atribuição da entidade é a administração do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) em Minas Gerais. A atuação integrada das três casas fortalece a promoção de serviços que beneficiam comerciários(as), empresários(as) e a comunidade em geral, a partir de suas diversas unidades distribuídas pelo estado.

No Senac em Ipatinga, o aluno tem uma variedade de cursos ágeis, técnicos, Aprendizagem Comercial e pós-graduação (MBA), em áreas de atuação como Saúde, Gestão e Comércio, Informática e Turismo. Há também um portfólio completo de cursos à distância para quem opta por essa modalidade. A unidade está na cidade desde 2002 e oferta à comunidade ações em parceria com entidades de classe e empresas, como aferição de pressão, dicas de saúde, palestras em escolas para jovens e adultos, entre outras.

A Fecomércio MG também trabalha em estreita colaboração com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), presidida por José Roberto Tadros, para defender os interesses do setor nos âmbitos municipal, estadual e federal. Com 86 anos de atuação, a Fecomércio MG é fundamental para transformar a vida de cidadãos e cidadãs e impulsionar a economia mineira.

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